25 março 2016

2° Domingo da Quaresma


PATRIARCADO ECUMÊNICO DE CONSTANTINOPLA
Arquidiocese Ortodoxa Grega de Buenos Aires e América do Sul
Igreja Anunciação da Mãe de Deus
SGAN - Quadra 910 - Módulo ‘’B’’ - CEP: 70.790-100 - Brasília-DF
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Brasília, 27 de março de 2016.
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2° Domingo da Quaresma
«São Gregório Palamás» ou «Das Santas Relíquias»

(5º antes da Páscoa - Modo 2)

Memória de Santa Matrona de Tessalônica, mártir († séc. III-IV)



Neste Segundo Domingo da Quaresma a Igreja nos recorda a glória do santo Arcebispo de Tessalônica, São Gregório Palamás que, com «bendita paixão» (como ele mesmo afirmava) venceu sobre aqueles que ridicularizavam a forma santa de orar de nossos ascetas Athonitas. E que hoje, não obstante, muitos dos que receberam a má influência de Barlaam o Calabrés, visitam o Monte Athos (e também a Rússia, como outros lugares hesicastas) em busca da verdadeira espiritualidade dos Santos Padres. Nosso Santo padre Gregório Palamás foi um dos maiores teólogos de nossa Igreja e nos desvelou o mistério das «Energias divinas» e da «Luz Incriada», temas já investigados por nosso santo padre Gregório de Nissa. Por isso, humildemente se pode afirmar: São Gregório Palamás é sinônimo de Ortodoxia.


Matinas

Tropário – Modo 2 - (2º tom):
Quando desceste até à morte, tu que és a Vida Imortal, então destruíste o inferno com o resplendor da tua divindade. E quando ressuscitaste os mortos do fundo da terra, todas as potestades celestes exclamaram: Cristo Deus, fator da vida, glória a ti!
Glória ao Pai , ao Filho e ao Espírito Santo,

Quando desceste até à morte, tu que és a Vida Imortal, então destruíste o inferno com o resplendor da tua divindade. E quando ressuscitaste os mortos do fundo da terra, todas as potestades celestes exclamaram: Cristo Deus, fator da vida, glória a ti!
Agora, sempre e pelos séculos dos séculos. Amém.

Theotokion:
Ó Mãe de Deus, Teu mistério é glorioso, Teu mistério está acima de todo entendimento, Tua pureza permanece selada e Tua virgindade intacta, Tu que Te fizeste conhecer como verdadeira Mãe, tendo dado à luz ao verdadeiro Deus. Intercedei por nós a Deus para salvar nossas almas.

Katisma – Modo 1 - (1º tom):
1ª Katisma:
O virtuoso José, havendo baixado teu Puríssimo Corpo do Madeiro, o envolveu em um sudário limpo, o embalsamou com aromas e o colocou em um sepulcro novo; porém Tu Ressuscitaste ao terceiro dia, oh Senhor, outorgando ao mundo a grande misericórdia.
Glória ao Pai , ao Filho e ao Espírito Santo.

O anjo se apresentou no sepulcro dizendo: “A mirra é para os mortos, mas Cristo se manifestou alheio a corrupção, proclamando: “O Senhor há ressuscitado dando ao mundo a grande misericórdia.
Agora, sempre e pelos séculos dos séculos. Amém.

Theotokion:
Oh Virgem, gloriosíssima Mãe de Deus, Te louvamos, porque com a Cruz de teu Filho, o Hades foi vencido, a morte, morta; e nós fomos ressuscitado depois de estar mortos, chegado a ser dignos da vida e conseguindo a antiga felicidade do Paraíso, Agradecidos, louvemos a Cristo que é nosso Deus glorioso e Único esplendor da misericórdia.

2ª Katisma:
Senhor, Tu não impediste que a pedra do sepulcro fosse selada; e, quando ressuscitaste, deste a todos a pedra da Fé. Glória a ti!
Glória ao Pai , ao Filho e ao Espirito Santo.

Todos os Discípulos e as Mirróforas se alegram; e nós com eles, celebramos uma grande festa em honra da tua Santa Ressureição; e clamamos a Ti: Oh Senhor, Amante da humanidade, concede a teu povo, por sua intercessão a grande misericórdia.
Agora, sempre e pelos séculos dos séculos. Amém!

Theotokion:
Oh Virgem Mãe de Deus, tu que superas todas as bênçãos, porque, quem de Ti se encarnou, deixou o sepulcro vazio, e ao chamar novamente a Adão, a maldição caiu anulada. Eva foi liberada, a morte foi morta e nós livre da morte, por isso louvamos exclamando: Bendito és tu, oh Cristo Deus nosso; Tu que assim o quiseste, glória a Ti.

Ypakoí – Modo 2 - (2º tom):
Obediência:
Depois da Paixão, as mulheres foram ao sepulcro para embalsamar Teu Corpo, oh Cristo Deus, e se maravilharam ao ver anjos lá na tumba e ao escutar deles uma voz que dizia: O Senhor ressuscitou dando ao mundo a grande misericórdia.

Anabtmo:
1ª Antífona:
Oh Salvador, olhando com os olhos do meu coração em direção ao céu, rogo, salva-me com Tua Luz.
Oh Cristo, tenha piedade a cada instante de nós os pecadores e dá-nos antes do final, os meios para o arrependimento.
Glória ao Pai , ao Filho e ao Espírito Santo, agora, sempre e pelos séculos dos séculos. Amém.
O domínio da criação, sua Santidade, seu movimento, são para o Espírito Santo, porque é Deus, igual em essência, ao Pai e ao Verbo.

2ª Antífona:
Se o Senhor não estivesse conosco, quem seria capaz de estar a salvo do inimigo assassino do homem?
Oh Salvador, meus inimigos rugem como o leão, não me exponhas, a mim, teu servo, a seus dentes.
Glória ao Pai , ao Filho e ao Espírito Santo, agora, sempre e pelos séculos dos séculos. Amém.
O Espírito Santo é a essência da vida e a dignidade, porque como Deus sustenta a toda criação e a protege com o Pai e o Filho.

3ª Antífona:
Os que puseram sua esperança em Deus são como a Santa Montanha, jamais a movem os ataques do inimigo.
Os que vivem divinamente, não estendem suas mãos ao mal, porque Cristo Deus não se dá aos desobedientes.
Glória ao Pai , ao Filho e ao Espírito Santo, agora, sempre e pelos séculos dos séculos. Amém.
O Espírito Santo é a fonte de toda sabedoria, porque dele é a graça para os Apóstolos, os Mártires se coroam na luta e os Profetas veem com antecipado conhecimento.

Prokimenon:
Desperta, Deus meu, Tu que o juízo convocas. Que te rodeie a assembleia das nações. (2 vezes).

Stichos:
Senhor meu e Deus, em Ti está meu apoio.
Desperta, Deus meu, Tu que o juízo convocas. Que te rodeie a assembleia das nações.

Kondakion – Modo 2 - (2º tom):
Senhor, todo poderoso, ressuscitaste do túmulo. O inferno diante deste milagre tremeu e os mortos se levantaram. Contigo a criação se rejubila, Adão também exulta e o mundo, Ó meu salvador, canta a Ti, sem fim.

Ikós:
Tu és a luz dos que estão cobertos de trevas, Tu és a ressurreição de todos e a vida dos mortais. Ó Salvador, ressuscitaste contigo os fiéis, saqueaste o império da morte.

Ó verbo, quebraste as portas do inferno. Os mortais diante desta maravilha, ficaram maravilhados e toda a criação se rejubilou pela Tua ressurreição ó amigos dos homens. Todos nós glorificamos e celebramos Tua humilhação, e, o mundo, ó meu Salvador, canta a Ti sem cessar.





Evangelho:                                                                                         Jo 21, 1-14
Evangelho de Nosso Senhor Jesus  Cristo, segundo o Evangelista São João:

Naquele tempo, Jesus apareceu novamente aos seus discípulos, à margem do mar de Tiberíades. Foi assim: Estavam juntos Simão Pedro; Tomé, chamado Dídimo; Natanael, de Caná da Galiléia; os filhos de Zebedeu; e dois outros discípulos. "Vou pescar", disse-lhes Simão Pedro. E eles disseram: "Nós vamos com você". Eles foram e entraram no barco, mas naquela noite não pegaram nada. Ao amanhecer, Jesus estava na praia, mas os discípulos não o reconheceram. Ele lhes perguntou: "Filhos, vocês têm algo para comer? " "Não", responderam eles. Ele disse: "Lancem a rede do lado direito do barco e vocês encontrarão". Eles a lançaram, e não conseguiam recolher a rede, tal era a quantidade de peixes. O discípulo a quem Jesus amava disse a Pedro: "É o Senhor! " Simão Pedro, ouvindo-o dizer isso, vestiu a capa, pois a havia tirado, e lançou-se ao mar. Os outros discípulos vieram no barco, arrastando a rede cheia de peixes, pois estavam apenas a cerca de noventa metros da praia. Quando desembarcaram, viram ali uma fogueira, peixe sobre brasas, e um pouco de pão. Disse-lhes Jesus: "Tragam alguns dos peixes que acabaram de pescar". Simão Pedro entrou no barco e arrastou a rede para a praia. Ela estava cheia: tinha cento e cinquenta e três grandes peixes. Embora houvesse tantos peixes, a rede não se rompeu. Jesus lhes disse: "Venham comer". Nenhum dos discípulos tinha coragem de lhe perguntar: "Quem és tu? " Sabiam que era o Senhor. Jesus aproximou-se, tomou o pão e o deu a eles, fazendo o mesmo com o peixe. Esta foi a terceira vez que Jesus apareceu aos seus discípulos, depois que ressuscitou dos mortos.

Exapostilário – 10º:
Brilhemos na virtude e veremos os homens de pé vestidos de luz resplandecente dentro do sepulcro mudou a dor da vida, os mesmos que apareceram para as Mirróforas que temerosas inclinaram seus rostos até a terra e entenderemos a ressurreição do Senhor do Céu. Corramos com Pedro até o sepulcro, maravilhemo-nos com o acontecimento e esperemos ver a Cristo nossa vida.

Theotokion – 10º:
Senhor, quando exclamaste: “Alegrai-vos, compensaste a tristeza de nossos primeiros pais e com Tua ressurreição introduziste a alegria ao mundo. Tu, agora, oh Doador da Vida, envia-nos, pela intercessão de Tua Mãe, a luz que ilumina nossos corações, a Luz da piedade, para que exclamemos: Oh amante de humanidade, Deus encarnado, glória a Tua ressurreição!

Laudes - Modo 2 - (2º tom):
1 – Esta glória será para todos os Justos.
Toda a criação te louva, Senhor em cada alento, porque com tua crucifixão vivificadora, acabaste com a morte para mostrar aos povos tua ressurreição dentre os mortos, porque és o único amante da humanidade.

2 – Louvai a Deus em seu santuário, louvai na magnificência de seu firmamento!
Respondam, judeus, como perderam os guardas ao Rei que vigiavam? Como a pedra não pode reter a Roca da vida? Prosternem-se com todos nós ante o ressuscitado exclamando: “Glória a tua esplêndida misericórdia, oh Salvador nosso, glória a Ti”

3 – Louvai por suas proezas, louvai conforme Sua imensa grandeza!
Alegrem-se, povos, exultem, porque o Anjo se sentou sobre a pedra do sepulcro, evangelizando-nos e dizendo: “Cristo é o Salvador do mundo”, ressuscitou dentre os mortos, enchendo a todos do aroma da ressurreição. Alegrem-se povos e exultem!

4 – Louvai ao som da trombeta, louvai com saltério e a harpa!
Oh Senhor Deus, ante de Tua concepção, um anho a saldou chamando-a de Cheia de Graça, e agora outro anjo rolou a pedra de teu glorioso sepulcro no momento de Tua ressurreição; o primeiro anunciou os sinais da alegria em lugar da tristeza, o segundo nos anunciou o Senhor Doador da vida. Por isso clamamos a Ti: Oh bondoso Senhor, glória a Ti!

5 – Louvai com pandeiro e a dança; louvai com cordas e flautas!
As mulheres espargiram a mirra sobre Teu sepulcro junto com lágrimas e seus lábios se encheram de alegria ao dizer: Cristo ressuscitou!

6 – Louvai com címbalos retumbantes; louvai com címbalos de júbilo. Tudo que respira louve ao Senhor!
Que os povos e as nações louvem a Cristo nosso Deus, que suportou por nós voluntariamente a crucifixão e permaneceu três dias ao Hades. Que se prosterne ante sua ressurreição, todos, porque com ela se iluminou todos os continentes do mundo.

7 – Levanta-Te, Senhor meu e Deus meu, que tua mão se levante e não te esqueças para sempre de Teus pobres.
Oh Cristo, foste crucificado e sepultado como quiseste, aniquilaste a morte como Deus e Senhor, dando ao mundo a vida eterna e a grande misericórdia.

8 – Te confesso, Senhor, como todo meu coração e proclamo todos teus milagres.
Oh transgressores da Lei, quando selaram a pedra e engrandeceram o milagre, o qual foi conhecido dos guardas, pelos que os subornaram com dinheiro no mesmo dia da ressurreição para que dissessem: “Os Discípulos vieram e roubaram o corpo quando estávamos dormindo. Quem rouba a um morto desnudo”. Em verdade ressuscitou com seu poder por ser Deus deixando os lençóis no sepulcro. Vinde judeus, a ver a quem pisoteou a morte e, sem romper os selos, ressuscitou dando ao gênero humano a vida eterna e a grande misericórdia.

Eothinon – 10º:
Glória ao Pai , ao Filho e ao Espírito Santo.
Após a descida ao inferno e tua ressurreição dentre os mortos, os teus discípulos entristeceram, sentindo a Tua separação, ó Cristo, e voltaram ás suas atividades trabalhando nos barcos e com redes, mas sem nada pescarem. Quando lhes apareceste, ó Salvador, como És o Senhor de tudo, mandaste jogar a rede no lado direito. Isto feito, pescaram muitos peixes e ao saltarem em terra, encontraram um estranho jantar já preparando, e comeram. Concede a nós ó Senhor, o mesmo prazer de sentir a Tua presença, ó amigos dos homens.

Theotokion:
Agora, sempre e pelos séculos dos séculos. Amém.
Bendita e venerável és Tu, ó Mãe de Deus, em cujo seio se encarnou Aquele que visitou o inferno, libertando Adão e Eva da maldição, destruindo a morte e dando a vida a todos nós.
Por isso bendirei o Cristo em qualquer tempo, e sempre o Seu louvor estará em minha boca (2 vezes).

Tropário:
Ó Senhor, ressuscitado do sepulcro, rompeste os grilhões do inferno, eliminaste o poder da morte, salvando todos dos laços do inimigo; e quando apareceste a teus discípulos, os enviaste a evangelizar e, através deles, deste tua paz ao mundo, tu que és o Único Misericordioso.


Divina Liturgia

Anunciação - Modo 4:
É hoje o começo da nossa salvação e a manifestação do mistério eterno.
O Filho de Deus torna-Se Filho da Virgem e Gabriel anuncia a graça.
Por isso, cantamos com ele à Mãe de Deus:
“Salve, ó cheia de graça, o Senhor está contigo!”

Tropário da Ressurreição – Modo 2 - (2º tom):
Quando desceste até a morte, Tu que És a vida imortal, então destruíste o inferno com o resplendor da Tua divindade. E quando ressuscitaste os mortos do fundo da terra, todas as potestades celestes exclamaram: Cristo Deus, fator da vida, glória a Ti.

Tropário Próprio – Modo 4 Plagal:
Luminar da Ortodoxia, pilar e doutor da Igreja, ornamento dos monges e campeão irrefutável dos teólogos, ó São Gregório taumaturgo, glória de Tessalônica e pregador da Graça, roga sem cessar pela salvação de nossas almas!

Kondakion – Modo 2 – (2º tom):
Glória ao Pai , ao Filho e ao Espírito Santo.
Tu te levantaste da tumba, ó Salvador onipotente, e o inferno, vendo esta maravilha, estremeceu de medo, e os mortos ressuscitaram de seus túmulos. Adão e toda a Criação se alegram contigo, e o mundo, ó Salvador meu, te louva para sempre.

Theotokion – Modo 2 – (2º tom):
Agora, sempre e pelos séculos dos séculos. Amém
Teus méritos são glorificados acima de toda a razão, ó Mãe de Deus, na pureza selada, preservaste a tua virgindade, verdadeiramente mãe, és reconhecida que deste à luz o verdadeiro Deus roga a Ele que salve as nossas almas!

Kondakion Próprio:
Os Mártires de Cristo mortificaram pela temperança a rebelião das paixões e desejos abrasados; por causa disto receberam o dom de curar os doentes e de fazer milagres durante a vida e depois da morte.
Que maravilha realmente prodigiosa: de ossos descarnados jorram as curas! Glória, pois, ao nosso único Deus!

Kondakion Final - Modo 4 Plagal:
Nós, teus servos, ó Mãe de Deus, te conferimos os lauréis da vitória, penhor de nossa gratidão, como a um general que combateu por nós e nos salvou de terríveis calamidades. E, como tens um poder invencível, livra-nos dos perigos de toda espécie para que te aclamemos: salve, Virgem e Esposa!

Prokimenon:
O Senhor é a minha força e o meu louvor e tornou-se a minha salvação.
O Senhor castigou-me duramente, mas, à morte, não me entregou.

Epístola: Hb 1,10-14; 2,1-3
Leitura da Epístola do Apostolo São Paulo aos Hebreus:

Tu, Senhor, nas origens fundaste a terra, e os céus são obra de tuas mãos. Eles desaparecerão, mas tu permaneces; envelhecerão todos como veste, e tu os dobrarás como a um manto, e serão como veste que se muda; mas tu permanecerás o mesmo, e teus anos jamais terminarão.» A qual dos anjos Deus disse alguma vez: «Sente-se à minha direita, até que eu coloque seus inimigos como estrado para seus pés?» Não são todos eles espíritos encarregados para um serviço, enviados para servir àqueles que deverão herdar a salvação? Por isso, devemos levar mais a sério a mensagem que ouvimos, se não quisermos perder o rumo. De fato, se a palavra transmitida por meio dos anjos se mostrou válida, e toda transgressão e desobediência recebeu um justo castigo, como poderemos nós escapar do castigo, se não dermos atenção a uma salvação tão grande? De fato, depois de ter sido promulgada no início pelo Senhor, essa mesma salvação foi confirmada no meio de nós por aqueles que a tinham ouvido.

Aleluia!
Aleluia, aleluia, aleluia!

O Senhor te ouça no dia da tribulação; te proteja o nome do Deus de Jacó!
Aleluia, aleluia, aleluia!

Salva, Senhor, o teu povo e abençoa a tua herança!
Aleluia, aleluia, aleluia!


Evangelho: Mc 2, 1-12
Evangelho de Nosso Senhor Jesus  Cristo, segundo o Evangelista São Marcos:

Naquele tempo, Jesus entrou de novo na cidade de Cafarnaum. Logo se espalhou a notícia de que Jesus estava em casa. E tanta gente se reuniu aí que já não havia lugar nem na frente da casa. E Jesus anunciava a palavra. Levaram então um paralítico, carregado por quatro homens. Mas eles não conseguiam chegar até Jesus, por causa da multidão. Então fizeram um buraco no teto, bem em cima do lugar onde Jesus estava, e pela abertura desceram a cama em que o paralítico estava deitado. Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: «Filho, os seus pecados estão perdoados.» Ora, alguns doutores da Lei estavam aí sentados, e começaram a pensar: «Por que este homem fala assim? Ele está blasfemando! Ninguém pode perdoar pecados, porque só Deus tem poder para isso!» Jesus logo percebeu o que eles estavam pensando no seu íntimo, e disse: «Por que vocês pensam assim? O que é mais fácil dizer ao paralítico: ‘Os seus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘Levante-se, pegue a sua cama e ande?’ Pois bem, para que vocês saibam que o Filho do Homem tem poder na terra para perdoar pecados, - disse Jesus ao paralítico - eu ordeno a você: Levante-se, pegue a sua cama e vá para casa.» O paralítico então se levantou e, carregando a sua cama, saiu diante de todos. E todos ficaram muito admirados e louvaram a Deus dizendo: «Nunca vimos uma coisa assim!»

Hirmos:
Ó cheia de graça, em ti rejubila-se toda a Criação. A assembleia dos anjos e o gênero humano te glorificam, ó templo santificado, paraíso espiritual e glória das virgens, na qual Deus se encarnou e da qual tornou-se Filho Aquele que é nosso Deus antes dos séculos. Porque fez de teu seio um trono e as tuas entranhas, mais vastas do que os céus.
Ó cheia de graça, em ti rejubila-se toda a Criação e te glorifica!

Obs.: Depois da Divina Liturgia (Santa Missa), segue a procissão com as Santas Relíquias.



SINAXE

Pe. Paulo A. Tamanini
A veneração às relíquias de santos cristãos teve início no culto aos mártires do início do cristianismo que eram vistos como símbolo do sofrimento, da morte e da vitória do Cristo. No santo mártir, a fé por Cristo ganhava forma; era uma realidade próxima, possível de ser imitada. Por isso restos dos corpos desses mártires e objetos que lhes pertenciam eram venerados com respeito e devoção pelos cristãos da Igreja perseguida, pois, não negando a fé no Ressuscitado, derramaram seu sangue por Ele, O testemunhavam com sua vida.
Após o Edito de Milão, quando a Igreja deixou de ser perseguida, essas relíquias dos primeiros santos mártires eram colocadas em altares para veneração. Tempos depois as relíquias eram incrustadas no Altar principal, onde se celebrava a Sagrada Liturgia.
O Altar é o símbolo do Cristo, Pedra Vida e Pedra Fundamental da Igreja. Da mesma forma que as relíquias estavam unidas ao Altar, o mártir estava unido ao Corpo Místico de Cristo de modo inseparável, pelo martírio e pela santidade de vida.
Na cerimônia Litúrgica de Consagração de uma nova Igreja ou de um novo Altar, as relíquias de um santo são colocadas naquela Igreja para veneração dos fiéis, lembrando também o primitivo costume da celebração eucarística nas catacumbas, na época da Igreja perseguida.
Neste Segundo Domingo da Quaresma, após venerarmos os santos Ícones, a Igreja do Oriente dá às santas relíquias, a mesma dignidade, honra, devoção e respeito. Os santos ícones unidos às santas relíquias são venerados pela Igreja pois são vistos pelos cristãos como testemunhas vivas da sua fé.
A devoção aos santos ícones e às santas relíquias são, pois, um convite para que vivamos a Quaresma santificando nossa vida. Ela é vista como um estímulo, um convite insistente para que não esqueçamos de nossa vocação primeira: sermos santos como nosso Pai é Santo.
Encontramos relatos extraordinários de curas e milagres graças à intercessão de um santo cujas relíquias foram tocadas. As relíquias dos santos na Igreja são testemunhas do possível: a santidade nos é possível. Venerar relíquias de pessoas que viveram santamente a sua fé nos dá coragem e ânimo.
A Quaresma nos convida, através das santas relíquias, a trilharmos o caminho da caridade, do amor e do perdão. Hoje são veneradas as relíquias não só de mártires, mas de todos os que amaram a Cristo em sua vida cotidiana. Ser santo é viver sua fé de maneira simples, mas verdadeira. A sinceridade de nossa vida rumo à santidade nos encaminha à perfeição. A perfeição de uma vida vivida na caridade, no desapego, na solidariedade e filantropia é causa de admiração e
imitação.
Muitos são os que viajam para lugares distantes para ver e, se possível, tocar as relíquias em algum lugar sagrado. As peregrinações a estes lugares já são registradas desde o início do cristianismo, principalmente em Jerusalém.
Nós fiéis acreditamos que ao venerarmos estas relíquias estamos testemunhando a presença do Cristo na história dos homens e mulheres simples. O santo arrasta atrás de si milhares de pessoas, e em alguns casos, não só após a morte, mas já durante sua vida.
O Evangelho de Marcos, nos confirma este pensamento: onde Jesus estava, as pessoas recorriam a Ele. Numa atitude incomum, destelhando o lugar onde se encontrava Nosso Senhor, as pessoas fizeram chegar a Ele um paralítico. Alguns poderiam pensar que tal gesto beirasse ao vandalismo, outras poderiam argumentar que a capacidade das pessoas concretizarem seus objetivos, às vezes as leva às cenas pitorescas, como esta. De qualquer forma, o interessante é que Jesus não repreendeu as pessoas por destelharem a casa, ou as elogiou pela sua determinação em ali chegar. Jesus surpreende a todos manifestando a misericórdia de Deus, perdoando os pecados daquele paralítico, causando espanto a todos. Como se uma coisa estivesse de fato associada à outra, comunica ao paralítico primeiramente o perdão de seus pecados e liberta-o em seguida do mal que mantém paralisado o seu corpo: «Levanta-te, toma teu leito e vai para casa!» Logo após a purificação da alma, o Senhor purifica o corpo dos males físicos, curando-o.
Esta passagem nos faz refletir sobre o "pecado". Se na época de Jesus, a noção de pecado era distorcida, no mundo de hoje padecemos de uma generalizada e progressiva banalização da mesma. Do "tudo é pecado" ao "nada é pecado". Quando pensamos que "nada" é pecado nos privamos da experiência da misericórdia divina. Como sentir o perdão de Deus se nada achamos em nós que precise ser perdoado? Como dar perdão aos que nos ofendem, se não sabemos o que é ser perdoado?
Quem acredita não ter pecado, afasta a possibilidade da presença de Deus em sua vida. Os santos homens, ao atingirem um grau quase perfeito em sua vida espiritual, achavam-se pecadores e indignos. Por que então poderíamos nós pensar diferente?
Este Segundo Domingo da Quaresma nos convida, pois, ao sacramento do Perdão. A Igreja, sinal e sacramento do Perdão Divino, é lugar de conversão e perdão fraterno. Também é portadora da mensagem do perdão que o Pai misericordioso quer estender a todos os filhos e filhas para tê-los sempre próximos. E todos nós, tornados seus membros pelo batismo, somos chamados a assumir, comunitária e individualmente, esta tarefa: ser mensageiros do sacramento da misericórdia divina, instrumentos do amor misericordioso que o Pai quer fazer chegar a cada um de nós, seus filhos e filhas.
Extraído do site ecclesia.com.br

27 de Março: Santa Matrona de Tessalônica, mártir († séc. III-IV)

Tradução e publicação neste site
com permissão de www.ortodoxia.org
Trad.: Pe. Pavlos Tamanini
Extraído do site ecclesia.com.br

São Gregório Palamás, arcebispo de Tessalônica
(1296-1359), monge, bispo e teólogo ortodoxo

«Senhor, tu sabes tudo, tu sabes que te amo»
Homilia 28, Leitura para a Solenidade de São Pedro e São Paulo
(Comentário a Jo 21,15-19)

Contemplando Pedro, podemos verificar que não só expiou suficientemente por suas lágrimas de penitência a negação em que tombou, como também afastou de sua alma o vício da arrogância, pelo qual se julgava acima dos outros. Querendo demonstrá-lo a todos, o Senhor, depois de ter padecido por nós em sua carne e ressuscitado ao terceiro dia, disse a Pedro, conforme as suas palavras no Evangelho de hoje: Simão, filho de João, tu me amas mais do que estes? (Jo 21,15), quer dizer, mais do que estes meus discípulos?
Vede como se tornou humilde! Outrora, mesmo sem ser interrogado, antepunha-se aos outros, dizendo: Ainda que todos te reneguem, eu nunca (cf. Mc 14,29 e Jo 13,37-38). Agora, interrogado se amava mais do que os outros, afirma que ama, mas isenta-se de comparações, dizendo: Sim, ó Senhor, tu sabes que te amo (Jo 21,15). E que faz o Senhor? Depois de mostrar que Pedro não deixará de amá-lo e se convertera à humildade, cumpre abertamente o que já lhe anunciara, dizendo: Apascenta os meus cordeiros (Jo 21,15). Se quando Cristo chamando edifício à assembleia dos que nele creem, promete que tomará Pedro como pedra fundamental (cf. Mt 16,18); se quando fala de pesca, o faz pescador de homens dizendo: de agora em diante serás pescador de homens (cf.Mt 4,19); quando chama os seus de rebanho, coloca Pedro à frente como Pastor, dizendo: Apascenta meus cordeiros, apascenta as minhas ovelhas.
Pedro, porém, mais duas vezes interrogado por Cristo se o ama, entristeceu-se pela repetição da pergunta, julgando que sua afirmação não merecia crédito. Mas convencido do seu amor por Cristo, não ignorando que esse amor era mais conhecido por Cristo do que por ele próprio, vence o impasse não somente confessando o seu amor, mas também anunciando que a pessoa amada por ele é o Deus de todas as coisas: Senhor, tu sabes tudo, tu sabes que te amo (Jo 21,17). Pois saber tudo é privilégio exclusivo do Deus de todas as coisas.
O Senhor, então, não apenas constituiu o autor de tal proclamação pastor, e pastor supremo de toda a sua Igreja, mas também lhe anuncia que seria cingido de tal força que permaneceria firme até à morte, e morte de cruz, apesar de não ter resistido outrora à pergunta e à afirmação de uma criada.
Em verdade, em verdade te digo (disse a Pedro), quando eras jovem e te cingias de juventude corporal e espiritual, usavas a tua própria força e ias onde desejavas, pois eras movido por tua vontade e vivias de acordo com tua escolha; quando, porém, envelheceres, chegando ao fim da tua juventude corporal e espiritual, estenderás as mãos (cf. Jo 21,18). Queria dar a entender com isto que Pedro morreria pela cruz, que iria padecer, mas não contra a vontade. Estenderás as mãos, e outro te cingirá, isto é, te fortalecerá, e te conduzirá para onde não queres, separando-te dos homens (cf. Jo 21,18). Mostrava assim que a nossa natureza quer a vida, e que o martírio de Pedro estava acima de suas forças humanas. Estas coisas, diz o Senhor, suportarás voluntariamente por minha causa, dando então testemunho de teres sido fortalecido por mim, pois não pode a natureza humana realizar o que está acima das forças humanas.
«Tudo o que está encoberto será descoberto»
Sermão para o Domingo de todos os Santos
Do alto do céu, Deus oferece a todos os homens as riquezas da sua graça. Ele próprio é a fonte da salvação e da luz de onde emana eternamente a misericórdia e a bondade. Mas nem todos os homens tiram proveito da sua força e da sua graça pelo exercício perfeito da virtude e a realização das suas maravilhas; só o fazem aqueles que puseram as suas realizações em prática e que provaram por atos o seu apego a Deus, aqueles que se afastaram completamente do mal, que aderem firmemente aos mandamentos de Deus e que fixam o seu olhar espiritual em Cristo, Sol de justiça (Mal 3,20).
Do alto do céu, Cristo oferece aos que combatem o socorro do seu braço, e exorta-os com estas palavras do Evangelho: “Quem se declarar por mim diante dos homens, eu me declararei por ele diante de meu Pai que está nos céus”. Enquanto servidor de Deus, cada um de entre os santos se declara por Cristo nesta vida passageira e diante dos homens mortais; fazem-no por um curto espaço de tempo e na presença de um pequeno número de homens. Enquanto que nosso Senhor Jesus Cristo... se declara por nós no mundo da eternidade, diante de Deus seu Pai, rodeado dos anjos e dos arcanjos e de todas as forças do céu, na presença de todos os homens, depois de Adão até ao fim dos séculos. Porque todos ressuscitarão e serão julgados no tribunal de Cristo. Então, na presença de todos e à vista de todos, ele fará conhecer, glorificará e coroará aqueles que lhe provaram a sua fé até ao fim.

Fonte: Evangelho Cotidiano                               Extraído do site ecclesia.com.br

Folheto Dominical da Igreja Anunciação da Mãe de Deus


Responsável

Reverendo Ecônomo Padre Emanuel Sofoulis


Editoração e Diagramação

Antonio José


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Jean Stylianoudakis

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