02 maio 2015

Domingo do Paralítico


PATRIARCADO ECUMÊNICO DE CONSTANTINOPLA
Arquidiocese Ortodoxa Grega de Buenos Aires e América do Sul
Igreja Anunciação da Mãe de Deus
SGAN - Quadra 910 - Módulo ‘’B’’ - CEP: 70.790-100 - Brasília-DF
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Brasília, 03 de maio de 2015.
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Domingo do Paralítico

4º Domingo da Páscoa - Modo 3

Memória dos Santos Mártires Timóteo e sua esposa Maura, de Antinópolis († 238).
São Pedro, bispo de Argos, Grécia (séc. X);
São Teodósio, abade de Kiev e pai do monaquismo na Rússia (+1074);
São Felipe de Zell, monge (c. +770)


Matinas


Tropário:
Exultem os seres celestes e alegrem-se os terrestres, pois o Senhor demonstrou o poder de Seu braço, pisou a morte com a morte, tornando-Se o primogênito dos que morreram nos livrou do seio do inferno e deu ao mundo a grande misericórdia.
Glória ao Pai , ao Filho e ao Espírito Santo,

Exultem os seres celestes e alegrem-se os terrestres, pois o Senhor demonstrou o poder de Seu braço, pisou a morte com a morte, tornando-Se o primogênito dos que morreram nos livrou do seio do inferno e deu ao mundo a grande misericórdia.
Agora, sempre e pelos séculos dos séculos. Amém.

Theotokion:
Nós Te cantamos virgem Mãe de Deus, pois permitiste a salvação de nosso povo. O Senhor, nosso Deus, Teu filho segundo a carne que recebeu de Ti, sofreu a paixão sobre a cruz e nos libertou da corrupção, por que ele é amigo do homem.

Katisma:
Cristo ressuscitou dentre os mortos, como primícias dos que estavam adormecidos. Primogênito de toda a criação e autor de todos os seres, Nele mesmo renovou nossa natureza arruinada pela corrupção. Ó morte, Tu já não reinas, porque o Senhor do universo destruiu teu reino.
Glória ao pai , ao Filho e ao Espírito Santo.

Senhor, em Teu corpo experimentaste a morte e por Tua ressurreição suprimiste a tristeza, tornaste o homem vencedor da morte e o reergueste da antiga doença que o massacrava.
Protetor de nossa vida, Senhor, glória a Ti.
Agora, sempre e pelos séculos dos séculos. Amém.

Theotokion:
O Esplendor da Tua virgindade, ó Mãe de Deus, e o brilho de Tua pureza deslumbraram Gabriel que exclamou: “Que elogio poderei oferecer que seja digno de Ti, de que nome Te chamarei? Eu estou na incerteza e no temor, mas, seguindo a ordem recebida, eu clamo: Ave, cheia de graça!”.


Ypakoí:
O anjo resplandecente fez com que as portadoras de aromas se maravilhassem quando o contemplaram, e o orvalho de suas palavras caiu sobre elas quando ele dizia: porque procurais o Vivo no túmulo? Ele Que esvaziou os túmulos ressuscitou. Sabei que Ele que mudou a corrupção é sem mudança! Cantai a Deus: Quão maravilhosas são as Tuas obras! Pois Ele salvou a humanidade.

Antífona:
Arrancaste da Babilônia, cativos de Sião. Quanto a mim, do fundo de minha paixão, ó verbo tirai-me para a vida. Aqueles que em pleno meio-dia semeiam entre lágrimas divinas, colherão com alegria as espigas e a vida sem fim.
Glória ao Pai , ao Filho e ao Espírito Santo, agora, sempre e pelos séculos dos séculos. Amém.
No Espírito Santo, brilhante da sabedoria e santidade, é Ele que dá existência a toda à criatura. Adoremo-Lo, porque Ele é Deus, adoremo-Lo com o Pai e o Verbo.

Prokimenon:
Clamai as nações: o Senhor reina. Ele estabeleceu o mundo que não será mais abalado. (2 vezes).

Stichos:
Cantai ao Senhor um cântico novo (repete a primeira).

Evangelho:                                                                                         Lc 24, 1-12
Evangelho de Jesus†Cristo segundo o Evangelista São Lucas

Naquele tempo, no primeiro dia da semana, muito de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado, e algumas outras com elas. E acharam a pedra revolvida do sepulcro. E, entrando, não acharam o corpo do Senhor Jesus. E aconteceu que, estando elas muito perplexas a esse respeito, eis que pararam junto delas dois homens, com vestes resplandecentes. E, estando elas muito atemorizadas, e abaixando o rosto para o chão, eles lhes disseram: Por que buscais o vivente entre os mortos? Não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos como vos falou, estando ainda na Galiléia, dizendo: Convém que o Filho do homem seja entregue nas mãos de homens pecadores, e seja crucificado, e ao terceiro dia ressuscite. E lembraram-se das suas palavras. E, voltando do sepulcro, anunciaram todas estas coisas aos onze e a todos os demais. E eram Maria Madalena, e Joana, e Maria, mãe de Tiago, e as outras que com elas estavam, as que diziam estas coisas aos apóstolos. E as suas palavras lhes pareciam como desvario, e não as creram. Pedro, porém, levantando-se, correu ao sepulcro e, abaixando-se, viu só os lençóis ali postos; e retirou-se, admirando consigo aquele caso.

Kondakion:
Ó Deus de misericórdia, ergueste-Te hoje do túmulo e nos livraste das portas da morte. Neste dia, Adão se alegra, Eva se rejubila, os patriarcas e os profetas não cessam de cantar o divino poder de Tua grandeza.

Ikós:
Neste dia, as profundezas do abismo do inferno tremeram diante unidade da trindade.
A terra estremeceu, os guardas das portas infernais permaneceram terrificados ao vê-lo.
E toda a criação se rejubilou cantando com os profetas um cântico de vitória a Ti, Nosso Deus libertador, que destruístes as forças da morte.
Possamos clamar de alegria e bradar a Adão e seus filhos: O madeiro da cruz te fez entrar no paraíso, saí fiéis a frente da ressurreição.

Exapostilário:
Cristo ressuscitou e disto ninguém deve duvidar, pois Ele apareceu a Maria e aos que estavam pescando, depois a seus onze eleitos, quando estavam sentados à mesa; apareceu também para autorizar o batismo. Subiu aos céus e continuou confirmando a sua presença através de muitos sinais.

Theotokion
Ó Sol, tendo levantado do túmulo hoje como um Noivo da câmara nupcial, tendo despojado o Inferno e derrubado a morte, pela intercessão daquela que Te deu à luz, Tu nos enviaste luz — luz que iluminou nossos corações e nossas almas, luz que dirigiu a nós todos a andar nos caminhos de Teus comandos, e nas vias de paz.

Laudes:
1º Vinde todas as nações e aprendei a virtude do mistério insondável. O Verbo que existia desde o início, o Cristo nosso Salvador, foi crucificado por nós. Ele quis ser sepultado e ressuscitou dos mortos a fim de salvar todos o seres. Vinde e adoremo-Lo.

2º Todas a maravilhas, Senhor, foram contadas pelos guardas; mas o sinédrio de verdade encheu suas mão de dinheiro, a fim de ocultar a Sua ressurreição que o mundo glorifica. Senhor, tem piedade de nós.

3º Toda a criação se encheu de alegria, quando ela conheceu Tua ressurreição. Pois, Maria Madalena foi ao Teu túmulo e ela encontrou um anjo com vestes luminosas que lhe disse: “Porque procurais o vivo entre os mortos? Ele não está aqui, Ele ressuscitou, como havia pretendido, Ele sem pecado, tem piedade de nós!”.

4º Ó Senhor bondoso, na Tua Luz veremos a Luz porque ressuscitaste dos mortos e concede a salvação ao gênero humano. A Ti o único sem pecado, tem piedade de nós!

5º Como um hino matinal, as Santas mulheres Te trouxeram suas lágrimas. Elas correram ao Teu Sepulcro com as mãos repletas de perfume. Elas se apressaram para embalsamar Teu corpo sem mancha. Um anjo sentado sobre a pedra anunciou a elas a boa nova: “Porque procurai os vivos entre os mortos? Ele pisou com os pés a morte, e ressuscitou como Deus, a todos Ele dá a grande misericórdia”.

6º Sobre Teu túmulo, fonte de vida, um anjo estava sentado e disse às Santas mulheres: “O Libertador esvaziou os túmulos e despojou o inferno, ressuscitou ao terceiro dia, pois Ele é o Deus único e todo poderoso”.

7º Na manhã de sábado Maria Madalena Te procurava no túmulo. Ela não Te encontrou e, gemendo e chorando, bradava: “Valha-me ó meu Salvador, eles Te raptaram, Rei de todas as coisas”.
Mas do interior do sepulcro, dois anjos mensageiros da vida, clamavam: “Porque choras mulher?”
Eu choro, dizia ela, porque eles levaram meu Senhor e eu não sei para onde eles o conduziram. Mas, virando-se ela, Te viu e exclamou: “Meu Senhor e meu Deus, glória Ti!”.

8º Os hebreus haviam encerrado a Vida no túmulo; mas o bom ladrão abriu a boca para anunciar a alegria: “Aquele que foi crucificado comigo e por mim, suspenso amigo sobre o madeiro, me apareceu sobre o Seu Trono, sentado à direita do Pai”.
Ele é o Cristo, nosso Deus, e a Ele a grande misericórdia.

Eothinon:
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
Quando Maria Madalena anunciou a boa nova da Ressurreição dentre os mortos do Salvador e Seu aparecimento, os discípulos, não acreditando, foram censurados por sua dureza de coração. Mas eles foram enviados para pregar, armados com sinais e milagres. E Tu, ó Senhor, foste elevado para Teu pai, a Arqui-Luz, enquanto eles pregavam o Verbo em todos os lugares,e demonstrando com milagres. Por isso nós, iluminados por eles, glorificamos Tua Ressurreição dentre os mortos, ó Senhor Que amas a humanidade.
Agora, sempre e pelos séculos dos séculos. Amém.

Theotokion
Bendita e venerável és Tu, ó Mãe de Deus, em cujo seio se encarnou Aquele que visitou o inferno, libertando Adão e Eva da maldição, destruindo a morte e dando a vida a todos nós.
Por isso bendirei o Cristo em qualquer tempo, e sempre o Seu louvor estará em minha boca (2 vezes).


Divina Liturgia


Anunciação - Modo 4:
É hoje o começo da nossa salvação e a manifestação do mistério eterno.
O Filho de Deus torna-Se Filho da Virgem e Gabriel anuncia a graça.
Por isso, cantamos com ele à Mãe de Deus:
“Salve, ó cheia de graça, o Senhor está contigo!”

Apolitikion:
Rejubilem-se os Céus e alegre-se a terra, pois o Senhor manifestou a força de seu braço; e com sua morte venceu a morte, tornou-se o Primogênito dentre os mortos; libertou-nos do seio dos infernos, revelando ao mundo a grande misericórdia!

Tropário da Ressurreição – 3º tom:
Exultem os seres celestes e alegrem-se os terrestres, pois o Senhor demonstrou o poder de Seu braço, pisou a morte com a morte, tornando-Se o primogênito dos que morreram, nos livrou do seio do inferno e deu ao mundo a grande misericórdia.

Tropário da Festa:
Quão grandiosos são os efeitos da fé! Por ela, os três santos jovens, deliciaram-se na fonte das chamas como em água fresca; e Daniel, o profeta, apascentou os leões como ovelhas. Pelas suas orações, ó Cristo Deus, salva as nossas almas!




Kondakion - 3º tom:
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Hoje te levantaste da tumba, ó Compassivo, e nos conduziste para fora das portas da morte, Hoje Adão dança e Eva se regozija e com eles os Profetas e os Patriarcas louvam sem cessar o divino poder de tua autoridade.

Theotokion - 3º tom:
Agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém
Tu, que te preocupavas com a salvação do gênero humano a ti cantamos, Virgem Mãe de Deus!
Teu Filho e nosso Deus, com o puríssimo corpo recebido de ti, padecendo os sofrimentos da cruz livrou-nos da iniquidade, Ele, o amigo dos seres humanos.

Kondakion do Paralítico:
Ó Senhor, como curaste outrora o paralítico, faz levantar, por tua divina Providência, minha alma paralisada por toda a espécie de pecados e de obras más, a fim de que, salvo, eu aclame:
Glória ao teu Poder, ó Cristo Misericordioso!

Kondakion da Páscoa:
Tendo descido ao túmulo, ó imortal, Tu destruíste o poderio dos infernos e levantaste-te como vencedor, ó Cristo Deus, Tu, que disseste às mulheres miróforas: “Rejubilai”; e aos Apóstolos, dás a paz, Tu que ressuscitas aqueles que sucumbiram.

Prokimenon:
Cantai salmos ao nosso Deus, cantai; cantai salmos ao nosso Rei, cantai!
Nações, aplaudi todas com as mãos, clamai a Deus com vozes alegres.

Epístola:                                                                                             At 9,32-42
Livro dos Atos dos Apóstolos

Naqueles dias, Pedro, que caminhava por toda parte, de cidade em cidade, desceu também aos fiéis que habitavam em Lida. Ali achou um homem chamado Enéias, que havia oito anos jazia paralítico num leito. Disse-lhe Pedro: Enéias, Jesus Cristo te cura: levanta-te e faze tua cama. E levantou-se imediatamente. Viram-no todos os que habitavam em Lida e em Sarona, e converteram-se ao Senhor. Em Jope havia uma discípula chamada Tabita - em grego, Dorcas. Esta era rica em boas obras e esmolas que dava. Aconteceu que adoecera naqueles dias e veio a falecer. Depois de a terem lavado, levaram-na para o quarto de cima. Ora, como Lida fica perto de Jope, os discípulos, ouvindo dizer que Pedro aí se encontrava, enviaram-lhe dois homens, rogando-lhe: Não te demores em vir ter conosco. Pedro levantou-se imediatamente e foi com eles. Logo que chegou, conduziram-no ao quarto de cima. Cercavam-no todas as viúvas, chorando e mostrando-lhe as túnicas e os vestidos que Dorcas lhes fazia quando viva. Pedro então, tendo feito todos sair, pôs-se de joelhos e orou. Voltando-se para o corpo, disse: Tabita, levanta-te! Ela abriu os olhos e, vendo Pedro, sentou-se. Ele a fez levantar-se, estendendo-lhe a mão. Chamando os irmãos e as viúvas, entregou-lha viva. Este fato espalhou-se por toda Jope e muitos creram no Senhor.

Aleluia:
Aleluia, aleluia, aleluia!
Junto de Ti, Senhor, me refugiei; não seja eu confundido para sempre.
Por tua justiça, livra-me.
Aleluia, aleluia, aleluia!
Sê para mim um Deus protetor e uma casa de refúgio para me salvar.
Aleluia, aleluia, aleluia!

Evangelho:                                                                                         Jo 5,1-15
Evangelho de Jesus†Cristo segundo o Evangelista São João

Naquele tempo, houve uma festa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém. Há em Jerusalém, junto à porta das Ovelhas, um tanque, chamado em hebraico Betesda, que tem cinco pórticos. Nestes pórticos jazia um grande número de enfermos, de cegos, de coxos e de paralíticos, que esperavam o movimento da água. [Pois de tempos em tempos um anjo do Senhor descia ao tanque e a água se punha em movimento. E o primeiro que entrasse no tanque, depois da agitação da água, ficava curado de qualquer doença que tivesse.] Estava ali um homem enfermo havia trinta e oito anos. Vendo-o deitado e sabendo que já havia muito tempo que estava enfermo, perguntou-lhe Jesus: «Queres ficar curado?» O enfermo respondeu-lhe: «Senhor, não tenho ninguém que me ponha no tanque, quando a água é agitada; enquanto vou, já outro desceu antes de mim». Ordenou-lhe Jesus: «Levanta-te, toma o teu leito e anda». No mesmo instante, aquele homem ficou curado, tomou o seu leito e foi andando. Ora, aquele dia era sábado. E os judeus diziam ao homem curado: «É sábado, não te é permitido carregar o teu leito». Respondeu-lhes ele: «Aquele que me curou disse: Toma o teu leito e anda». Perguntaram-lhe eles: «Quem é o homem que te disse: Toma o teu leito e anda?» O que havia sido curado, porém, não sabia quem era, porque Jesus se havia retirado da multidão que estava naquele lugar. Mais tarde, Jesus o achou no templo e lhe disse: «Eis que ficaste são; já não peques, para não te acontecer coisa pior». Aquele homem foi então contar aos judeus que fora Jesus quem o havia curado.

Sinaxe

Ao celebrarmos a «Festa do Paralítico» notamos que a cronologia toma uma posição secundária e a sua relevância cede lugar ao conteúdo da mensagem que tal festa se propõe a comunicar.
O Calendário Litúrgico bizantino, neste tempo Pascal, faz uma cisão no tempo e enxerta nele acontecimentos ricos e densos de significado que nos convidam a uma profunda reflexão. Do mesmo modo como a paralisia corporal nos torna imóveis e insensíveis, porque a dinâmica da vida e da ação fica comprometida, da mesma forma podemos estar sofrendo da paralisia espiritual, sem que tenhamos consciência dela. Se estivermos ainda alheios ou indiferentes às alegrias pascais e ao que ela deveria significar para nossa vida de cristãos, temos aí fortes indícios de que padecemos de tal enfermidade.

A Ressurreição do Senhor nos convida a um apostolado que exige maior dinamismo, energia, vivacidade e coragem. Para tanto é necessário estarmos unidos intimamente ao Senhor, o Doador da Vida, da força e da luz, a fim de levarmos Vida em abundância àqueles necessitados e carentes destes dons. A nossa missão de cristãos é proclamar a Realeza do Senhor Jesus, anunciando-a com palavras e obras. Esta dinâmica exige movimento, agilidade, destreza e não um acomodamento mórbido e indolente. Essas atitudes devem ser demonstradas em gestos concretos de nosso cotidiano.
Poderão muitas pessoas experimentar o amor de Deus através de nosso otimismo, de nossa esperança, de nossas atitudes, por mais simples que sejam, pois elas estarão alicerçadas numa fé madura. Esforcemo-nos portanto, por afastar de nosso convívio o mau humor, a melancolia, a apatia, a estagnação. Tudo isso denuncia uma fé ainda paralisada, de pouca consistência. Deus nos quer felizes e, no lar cristão, a felicidade deverá sempre ocupar o hall de entrada. Um lar cristão deve ser dinâmico, gerar virtudes cristãs, mesmo que estas sejam pouco valorizadas pelo mundo.
É preciso frisar, entretanto, que não conseguimos adquirir tais virtudes com intempestuosos esforços esporádicos, mas sendo perseverantes na luta, com a constância em nossos esforços.
Na medida de nossa responsabilidade como pastores e/ou educadores (bispos, sacerdotes, pais, professores...), somos chamados a testemunhar com alegria, entusiasmo e responsabilidade a Ressurreição do Senhor e, sempre caminhantes, em movimento. A paralisia espiritual não pode fazer parte de nossa vida.

Ss. Timóteo e sua esposa Maura, mártires de Antinópolis (c. † 238)


Santos Timóteo e Maura, marido e mulher, viveram no século III, quando reinava Diocleciano. Timóteo era natural de Panapeis, região da Tebaida, e grande estudioso eclesiástico. Com apenas 20 dias de casado, o governador de Tebaida o acusou de ser seguidor do cristianismo, ordenando que lhe entregasse todos os livros que tinha sobre a fé cristã. Timóteo negou-se a se desfazer de seus livros, pois para ele era como separar um pai de seus filhos. Diante disso, o imperador mandou que fosse torturado. Ordenou então que fosse trazida à sua presença Maura, a esposa de Timóteo, com a intenção de convencê-la a que persuadisse seu marido a negar sua fé em Cristo e adorar os ídolos. Contudo, Maura também confessou ser cristã, permanecendo firme em sua fé. O governador mandou então que fossem arrancados seus cabelos e cortados os dedos de suas mãos e, depois, lançada num caldeirão de água fervente. Milagrosamente, Maura saiu ilesa da caldeira, e o governador ordenou, por fim, que o casal fosse crucificado, um de frente para o outro. Depois de nove dias de agonia entregaram ambos suas almas a Cristo, confessando corajosamente sua fé.
Tradução e publicação neste site com permissão de www.ortodoxia.org
Trad.: Pe. Pavlos Tamanini
Folheto Dominical da Igreja Anunciação da Mãe de Deus


Responsável

Reverendo Ecônomo Padre Emanuel Sofoulis


Editoração e Diagramação

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Atualização da Página na internet

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