22 novembro 2014

24º Domingo depois de Pentecostes

PATRIARCADO ECUMÊNICO DE CONSTANTINOPLA
Arquidiocese Ortodoxa Grega de Buenos Aires e América do Sul
Igreja Anunciação da Mãe de Deus
SGAN - Qd. 910 - Módulo ‘’B’’ - CEP: 70.790-100 - Brasília-DF
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Brasília, 23 de novembro de 2014
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9º Domingo de Lucas

24º Domingo depois de Pentecostes

Santos Anfilóquio, bispo de Icônio

e Gregório Akragantinos († 395)




Matinas

Tropário:
Destruístes com a Tua Cruz a morte, abristes ao ladrão o paraíso, transformaste o luto das miróforas e ordenaste, aos Teus Apóstolos pregarem que Tu ressuscitaste, ó Cristo Deus, dando ao mundo a grande misericórdia.
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo,

Destruístes com a Tua Cruz a morte, abristes ao ladrão o paraíso, transformaste o luto das miróforas e ordenaste, aos Teus Apóstolos pregarem que Tu ressuscitaste, ó Cristo Deus, dando ao mundo a grande misericórdia.
Agora, sempre e pelos séculos dos séculos. Amém.

Theotokion:
Virgem gloriosa, tesouro de nossa ressurreição, arrancai dos abismos do pecado aqueles que colocam a sua esperança em Ti, pois salvaste os pecadores subjugados às suas faltas, Tu que destes nascimento à nossa salvação, Tu que permanecestes virgem no parto, durante o parto e após o parto.

Katisma:
O sepulcro está aberto, o inferno se lamenta e Maria exclama aos apóstolos prostrados: "Saí, operários da vinha, proclamai a nova da ressurreição. O Senhor ressuscitou e deu ao mundo a grande misericórdia."
Glória ao Pai, Filho e Espírito Santo

Ao lado de Teu sepulcro, Senhor, Maria Madalena chora e se lamenta: Ela Te fala e, pensando que eras o jardineiro, e diz: "Onde colocaste a vida eterna? Onde colocaste aquele que se assenta sobre o trono dos querubins?" E quando ela viu os guardas gelados, caírem como mortos, exclamou: "Dai-me o meu Senhor, ou então clamai comigo: glória a Ti que desceste até os mortos, glória a que ressuscitaste dos mortos."
Agora, sempre e pelos séculos dos séculos.

Theotokion:
Ó virgem Mãe de Deus, intercede por nós ao Cristo Deus que foi crucificado por nós, e que com a Sua ressurreição destruiu o império da morte. Intercede sem cessar, Ó Mãe de Deus, para que ele salve as nossas almas.

Ypakoí:
Porque Tu amas a humanidade, ó Cristo nosso Deus, Tu Te puseste na forma humana e na carne sofreste a Cruz; salva-me por Tua Ressurreição.

Antífona:
Ó Tu,que resgataste os cativos de Sião de seus erros. Ó Salvador dá-me a vida e arranca-me da escravidão das paixões. Aquele que vem do Sul semeia as penas da abstinência e ceifará com alegria os frutos da vida eterna.
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, agora, sempre e pelos séculos dos séculos. Amém.
Do Espírito Santo, fonte dos tesouros divinos, jorra toda sabedoria, julgamento e temor de Deus. A Ele o louvor e a glória, a honra e o poder.


Prokimenon:
Levanta-Te, Senhor, que Teus braços se elevem e não Te esqueças de Teus pobres até o fim dos tempos. (2 vezes).


Stichos:
Eu Te louvarei, Senhor, de todo o meu coração e celebrarei todas as Tuas maravilhas (repete a primeira).


Evangelho                                                                                          Mc 16, 1-8
Evangelho de Nosso Senhor Jesus + Cristo, segundo o Evangelista São Marcos.

Passado o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé compraram aromas para ungir Jesus. E no primeiro dia da semana, foram muito cedo ao sepulcro, mal o sol havia despontado. E diziam entre si: Quem nos há de remover a pedra da entrada do sepulcro? Levantando os olhos, elas viram removida a pedra, que era muito grande. Entrando no sepulcro, viram, sentado do lado direito, um jovem, vestido de roupas brancas, e assustaram-se. Ele lhes falou: Não tenhais medo. Buscais Jesus de Nazaré, que foi crucificado. Ele ressuscitou, já não está aqui. Eis o lugar onde o depositaram. Mas ide, dizei a seus discípulos e a Pedro que ele vos precede na Galiléia. Lá o vereis como vos disse. Elas saíram do sepulcro e fugiram trêmulas e amedrontadas. E a ninguém disseram coisa alguma por causa do medo.

Hoje é a salvação do mundo. Louvemos Aquele que ressuscitou do túmulo, dando-nos origem a uma nova vida, porque anulou a morte com a Sua morte e nos concedeu a misericórdia de obter essa grande vitória.


Divina Liturgia

Anunciação - Modo 4:
É hoje o começo da nossa salvação e a manifestação do mistério eterno.
O Filho de Deus torna-Se Filho da Virgem e Gabriel anuncia a graça.
Por isso, cantamos com ele à Mãe de Deus:
“Salve, ó cheia de graça, o Senhor está contigo!”.


Tropário da Ressurreição - 7º tom:
Destruístes com a Tua Cruz a morte, abristes ao ladrão o paraíso, transformaste o luto das miróforas e ordenaste, aos Teus Apóstolos pregarem que Tu ressuscitaste, ó Cristo Deus, dando ao mundo a grande misericórdia.


Kondakion – 7º tom:
Glória ao Pai +, ao Filho e ao Espírito Santo.
O domínio da morte já não pode submeter o homem pois Cristo, descendo, aboliu e destruiu o seu poder, o Hades está vencido, e os profetas se alegram, clamando em uníssono: "O Salvador apareceu àqueles que têm fé! Corram, fiéis, para a Ressurreição!"


Theotokion – 7º tom:
Agora, sempre e pelos séculos dos séculos. Amém
Como templo da nossa ressurreição, ó Toda gloriosa retira do túmulo e da desolação aqueles que esperam em ti, tu nos salvaste da escravidão do pecado, gerando a nossa Salvação, permanecendo sempre virgem.


Hino à Mãe de Deus:
Ó Admirável e Protetora dos cristãos e nossa Medianeira do Criador não desprezes as súplicas de nenhum de nós pecadores, mas apressa-te em auxiliar-nos como Mãe bondosa que és, pois te invocamos com fé: roga por nós junto de Deus, tu que defendes sempre aqueles que te veneram.


Prokimenon:
O Senhor dará poder a seu povo
O Senhor abençoará seu povo com a paz.
Oferecei ao Senhor, ó filhos de Deus,
Oferecei ao Senhor tenros cordeiros.

Epístola                                                                                              Ef 2, 14-22
Leitura da Epistola do Apóstolo São Paulo aos Efésios

Irmãos, Jesus Cristo é a nossa paz, ele que de dois povos fez um só, destruindo o muro de inimizade que os separava, abolindo na própria carne a lei, os preceitos e as prescrições. Desse modo, ele queria fazer em si mesmo dos dois povos uma única humanidade nova pelo restabelecimento da paz, e reconciliá-los ambos com Deus, reunidos num só corpo pela virtude da cruz, aniquilando nela a inimizade. Veio para anunciar a paz a vós que estáveis longe, e a paz também àqueles que estavam perto; porquanto é por ele que ambos temos acesso junto ao Pai num mesmo espírito. Consequentemente, já não sois hóspedes nem peregrinos, mas sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, tendo por pedra angular o próprio Cristo Jesus. É nele que todo edifício, harmonicamente disposto, se levanta até formar um templo santo no Senhor. É nele que também vós outros entrais conjuntamente, pelo Espírito, na estrutura do edifício que se torna a habitação de Deus.


Aleluia!
Aleluia, aleluia, aleluia!
É bom exaltar o Senhor
e cantar louvores ao teu Nome, ó Altíssimo (Sl 92, 1)
Aleluia, aleluia, aleluia!
Proclamar pela manhã o teu amor e a tua fidelidade pela noite (Sl 91, 2).
Aleluia, aleluia, aleluia!


Evangelho                                                                              Lc. 10, 25-37
Evangelho de Nosso Senhor Jesus + Cristo, segundo o Evangelista São Lucas:

Naquele tempo, o Senhor disse esta parábola: «A terra de um homem rico deu uma grande colheita. Ele pensava consigo mesmo: 'Que vou fazer? Não tenho onde guardar minha colheita'. Então resolveu: 'Já sei o que fazer! Vou derrubar meus celeiros e construir maiores; neles vou guardar todo o meu trigo, junto com os meus bens. Então poderei dizer a mim mesmo: Meu caro, tens uma boa reserva para muitos anos. Descansa, come, bebe, goza a vida!' Mas Deus lhe disse: 'Tolo! Ainda nesta noite, tua vida te será retirada. E para quem ficará o que acumulaste?' Assim acontece com quem ajunta tesouros para si mesmo, mas não se torna rico diante de Deus.»



SINAXE

Deparamo-nos, neste domingo, com um relato familiar. Não é raro ouvirmos de pessoas comentários semelhantes aos que foram proferidos pelo personagem da Parábola que Jesus usou para mais uma vez transmitir seus ensinamentos. A riqueza não é seguro de vida e muito menos demonstra se estamos cumprindo a vontade de Deus ou não. Para os cristãos nem sempre a riqueza é sinal de benção divina; é, muitas vezes, causa de perdição.

Jesus inicia sua parábola contando que certo homem teria uma ótima colheita, mas que não teria celeiros suficientes para armazená-la, já que os que possuía já estavam abarrotados. Pensou então em construir celeiros maiores e estocar suas riquezas para depois desfrutá-la, comendo e bebendo. Seu erro está focado em um horizonte terreno. A ele o que importa é o ter; é o comer e o beber; é sugar da vida todos os prazeres que lhe são oferecidos. Trabalhou durante anos, acumulando bastante para depois desfrutar.

Diante desta maneira de pensar a vida, o próprio Deus responde: "Insensato"!

Não somos donos da vida. A nós não coube estabelecer seu inicio e nem cabe a nós estabelecer seu fim. A morte faz parte da vida; ela é inerente à realidade; nem dela pode fugir ou adiar seu curso. A morte revela o quanto a vida tem uma dimensão finita, mensurável pelo tempo e limitada pelo espaço.

O cristão deve olhar a vida como dom de Deus e não como propriedade sua. Se é dom de Deus, a Ele devemos prestar contas. A nossa preocupação não deveria ser como o do rico da parábola: acumular tesouros para o mundo. Esses tesouros são bens temporais e devem ser vistos e aceitos como tais, isto é, contingentes, efêmeros, transitórios, passageiros. O que de fato são perenes e duradouros são os tesouros que "nem a traça nem a ferrugem corroem".

O fato de possuirmos "bens materiais" não é condenável. Torna-se prejudicial, porém, quando nos deixamos possuir por eles. O avarento, o cobiçoso não possui, mas é possuído por seus bens e desejos. O apego é colidente com a caridade, com a doação e com a entrega.

É necessário que nossa relação com os bens deste mundo não se tornem obstáculos à relação filial que temos com nosso Deus e que eles sejam apenas e somente meios para melhor promover a dignidade humana e, jamais, fim em si mesmos.

Nosso tesouro é Deus e, embora carreguemos este tesouro em vasos de argila, como revela-nos o Apóstolo Paulo, é preciso que haja plena confiança n'Ele e em sua Providência. Esta confiança é uma condição para que resistamos aos apelos consumistas e ao apego material em geral de nosso tempo e de nossa sociedade. A base da confiança do homem está na certeza da fidelidade de Deus.

Facilmente os homens denominam de "ricos" os que possuem bens, os que têm posses e por terem tanto são tratados de maneira singular, especial, muitas vezes em detrimento dos demais. Para Deus rico é aquele que, com o que é seu, ajuda aos que pouco ou nada têm. "Quem se compadece do próximo, empresta a Deus" (Pr 19,17).

Ricos ou pobres, afortunados ou não, todos nós nos depararemos com a realidade da morte. Não levaremos nada de material. Oxalá, não sejamos nós a ouvir que fomos "insensatos", quando deveríamos ser prudentes ao acumularmos tesouros que aprouve ao Criador nos confiar.





Folheto Dominical da Igreja Anunciação da Mãe de Deus


Responsável

Reverendo Ecônomo Padre Emanuel Sofoulis


Editoração e Diagramação

Antonio José


Atualização da Página na internet

Jean Stylianoudakis

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Apoio

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