14 junho 2013

6º Domingo após a Páscoa (16/06/2013)

DOMINGO DOS 318 SANTOS PADRES DO 1º CONCÍLIO ECUMÊNICO 
6º Domingo após a Santa Páscoa
(At. 20: 16-18, 28-36 e Jo. 17: 1-13)
primeiro concílio ecumênicoNeste domingo, nós comemoramos os 318 Santos Padres do Primeiro Concílio Ecumênico (Niceia I, em 325 d.C.). Os Santos Padres dos Concílios Ecumênicos se reuniram para trabalhar pela Santa Igreja de Deus, e seus trabalhos se eternizaram. Verdades foram declaradas, regras foram criadas e uma direção foi estabelecida, e tudo ainda se mantém em vigor.
Cristo e Sua Santa Igreja estão no centro das leituras de hoje. Cristo assumiu a carne humana, viveu na Terra, foi crucificado, sepultado e ressuscitou dos mortos. A ascensão de Cristo e a expectativa de Sua segunda vinda nos vêm à mente. E a descida do Espírito Santo, que comemoraremos na festa de Pentecostes no próximo domingo, tem um lugar especial em nossos pensamentos.

Cada dia é importante na vida dos fiéis. O único dia certo é hoje, o momento presente. Ninguém sabe quando Cristo retornará. Ninguém sabe o que o futuro nos reserva. Todo nosso tempo é um dom de Deus e como tal devemos valorizá-lo. Deus é digno de toda nossa expressão de gratidão.
Os Santos Padres do Primeiro Concílio renderam seus corações à Santa Igreja, trabalharam para edificá-la e fortalecê-la. Da mesma forma, nos tempos atuais, nossos Bispos, Presbíteros e Diáconos rendem seus corações à Igreja de Deus, trabalhando arduamente para mantê-la firme.
Uma percuciente autoanálise é necessária para garantir nossos atos e pensamentos coincidam com os ensinamentos e regras da Igreja, para assim nos afastarmos do pecado e consequentemente nos aproximarmos de Deus.
O Evangelho de hoje centra-se na conclusão da obra de Cristo e nos evidencia a relação de Jesus Cristo com Deus-Pai e com aqueles que se mantiveram fiéis a Cristo durante sua presença na Terra.
Séculos se passaram desde que as palavras de Jesus foram pronunciadas e que hoje compõem seu Evangelho. É nessas palavras que encontramos nosso alimento espiritual. As palavras do Santo Evangelho são únicas e diferentes de todas as outras palavras, eis que têm seu próprio peso, credibilidade e valor.
O amor por Cristo é demonstrado por nosso sincero e volitivo arrependimento; pelo nosso modo de viver agradável a Cristo; por nossas relações com familiares, amigos, colegas de trabalho e até mesmo nossos ofensores.
O amor de Cristo domina e preenche os corações dos verdadeiros cristãos. Quando nos deparamos com adversidades que limitam nosso amor por Cristo, devemos extirpá-las de nossas vidas. Jesus disse: “E, se a tua mão direita te fizer pecar, corta-a e lança-a fora. É melhor perder uma parte do teu corpo do que ir todo ele para o inferno”(Mt. 5:30).
O amor por Cristo é fundamental e amor ao próximo é primordial. Toda a vida cristã gira em torno da realização desse amor. Cristo nos mostra o caminho. Ele nos mostrou o caminho quando foi para a Cruz, assim como quando expressou sua vontade de que seus seguidores permanecessem unidos (Jo. 17:11).
O tempo da vida terrena é limitado. Para chegarmos a vida eterna, devemos conhecer Cristo. Nossa união com Ele se dá quando recebemos Seu precioso Corpo e Sangue, mas carecemos de corações abertos e puros para acolhermos a Cristo.
No Evangelho de hoje, Cristo nos fala de Sua alegria, a qual nos legada. Esta alegria é inigualável, imensurável e insuperável. Aqueles que encontram a alegria em Cristo devem valorizá-la e fazer de tudo para mantê-la.

Neste momento em que se encerram as celebrações da Páscoa e que a Ascensão toma lugar, é hora de pensarmos seriamente sobre nossa relação Jesus Cristo. Numa passagem, Jesus pergunta aos discípulos: “Quem o povo diz que eu sou?” (Mc. 8:27-29). Nós respondemos a essa pergunta pela maneira como diariamente vivemos nossas vidas.
Mostramos nosso amor por Cristo pela maneira que vivemos e pelos nossos relacionamentos. Se Cristo é fundamental em nossas vidas, Cristo brilhará em nossos relacionamentos com os outros. No Ofício das Vésperas de hoje, aprendemos o que os Santos Padres creram. No Pentecostário lemos: “o Concílio de Niceia proclama-Te Filho de Deus, Senhor que partilhas o mesmo trono com o Pai e o Espírito Santo” (Pentecostário. Primeiro Catisma, Lucernário, 6º Tom).
Por: Pe. Rodney Torbic
Igreja São Jorge, Carmichaels (EUA)


Boletim n. 21, 16.06.2013: 
Domingo dos Santos Padres do 1º Concílio (Download)

Tropário, 8º Tom
περδεδοξασμένος ε, Χριστ Θες μν, φωστρας π γς τος Πατέρας μν θεμελιώσας, κα δι' ατν πρς τν ληθινν πίστιν, πάντας μς δηγήσας· πολυεύσπλαγχνε, δόξα σοι.

Tu és digno de toda glória, ó Cristo nosso Deus, pois constituíste os nossos padres como astros sobre a terra, e por eles nos guiaste a todos à verdadeira fé. Ó cheio de compaixão, glória a Ti!

Kontákion, 8º Tom
Τν ποστόλων τ κήρυγμα, κα τν Πατέρων τ δόγματα, τ κκλησί μίαν τν πίστιν κράτυνεν· κα χιτνα φοροσα τς ληθείας, τν φαντν κ τς νω θεολογίας, ρθοτομε κα δοξάζει, τς εσεβείας τ μέγα μυστήριον.

A pregação dos apóstolos e os ensinamentos dos padres firmaram uma só fé na Igreja; a qual, revestida do manto da verdade, tecido com a ciência teológica revelada, distribui sabiamente e glorifica o grande mistério da piedade.

PARA REFLETIR
v A convocação dos Concílios Ecumênicos.
v As decisões dos Concílios Ecumênicos.
v A responsabilidade dos membros dos Concílios Ecumênicos.

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